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Na cama com o cobertor.

Postado em Historias em Julho 28, 2008 por Lucas

Luisa estava sentada no chão da sua sala, vendo TV, tomando um copo enorme de refrigerante e beliscando umas besteiras de chocolate que ela encontrou na geladeira. Ela estava sozinha, mas preferia pensar que o cobertor era uma ótima companhia.

Já são meia-noite e alguns minutos. Ela não estava com sono. Ao contrario, ela estava super entretida com um filme. Na verdade, ela não sabia a historia, mas estava olhando fixamente para as imagens. Ela não sabia o que ia fazer quando o filme acabasse. Então ele acaba. Ela pensa se vai pra cama ou se procura alguma coisa pra comer. Ela decide mudar de canal.

Um seriado de TV sem sucesso e dublado. Ela odeia coisas dubladas. É como se tirasse toda a emoção da fala real dos atores. É um estraga-climax. Ela muda de canal. Só que dessa vez ela vai pra cozinha.

Entrou na cozinha, abriu a geladeira. Ficou alguns minutos pensando em nada. Já estava farta de fazer nada e farta de comida. Ela volta á sala, abaixa o volume da TV, liga o radio. Musicas cafonas, estações religiosas e propagandas de calçados de couro. Ela se enjoa após 15 segundos de ter ligado.

Então um momento inesperado: ela olha para o cobertor, o cobertor olha pra ela. Rola um clima e os dois vão passar a noite juntos na cama dela.

O sadomasoquista, a professora e o homem-urina.

Postado em Historias em Julho 11, 2008 por Lucas

Luisa estava na casa de uma amiga, com uns amigos. Estava ela, Jéssica, Sara e Mateus. Estavam falando sobre o último relacionamento de Sara. Um cara que gostava que ela batesse nele na cama. Vamos chamá-lo de Sado(masoquista).

- Eu realmente achei que tudo estava indo bem, até que um dia ele me apareceu com um chicote e disse que era para eu usar isso naquela noite. – disse Sara. – Eu até concordei, se era uma fantasia dele, porque não? Mas aí, quando eu bati nele, ele começou á dar uns gemidos horríveis. Senti até nojo. Disse pra mim mesma: “Eu nunca mais vou transar com ele assim”. Mas aí ele me pediu de novo, e de novo. Então, dei o fora nele.

- Sara, você podia entender que todos nós temos algum “tara” ou fetiche. – disse Jéssica, a sex-expert. – Às vezes é sempre bom dar uma experimentada.

- Quando eu era adolescente, eu queria transar com minha professora. – confessou Mateus – Mas obviamente, eu nunca realizei esse “sonho”.

- Porque todo cara já teve um sonho de transar com as professoras? – soltou Luisa.

- Acho que o ponto é que eles queriam transar com toda mulher bonita que eles viam pela frente – disse Jéssica.

- Também não é assim! – Mateus se defendeu. – Eu realmente tinha algo por essa professora. Ela não era a mais bonita, mas era como se tudo que ela falava ou fazia me lembrava sexo.

- Você era virgem, certo? – Luisa comentou.

No dia seguinte, Luisa estava conversando com seu novo flerte: o Arquiteto, 31 anos. Ela não estava nem um pouco afim dele, mas achava engraçado o jeito que ele dava em cima dela. Então, ela perguntou qual era o fetiche dele. Ele disse que queria que alguma mulher urinasse nele. Luísa teve um ataque de risos, deu o fora dele lá mesmo, e ficou com nojo de apertar a mão dele, porque lembrava mijo.

O sexo á primeira vista.

Postado em Historias com as tags , em Julho 8, 2008 por Lucas

Estávamos num restaurante-bar, numa noite bem fria. Comida mais-ou-menos, mas nós nem dávamos importância, porque afinal, o assunto estava bem animado pra importar com comida. Eu estava com alguns amigos: Pedro, 30 anos, juiz; Camilla, 25 anos, trabalha com animação gráfica; Jéssica, 26 anos, publicitária; e Fernando, 29 anos, jornalista.

O assunto era sexo.

Todos nós sabíamos que Jéssica transava com quem ela quisesse. Ela é o tipo de mulher que sempre encontra com um ex e esquece um nome. O maior namoro dela foi de um mês, e eu não tenho idéia de quem.

- Se um homem transa com quem ele bem entender, as pessoas não o rotulam. Agora, se mulheres como eu fazem a mesma coisa, são rotuladas de galinha. Eu posso ter uma vida sexual tão ativa quando á de um homem! – era o que Jéssica nos falava. Afinal de contas, ela tinha razão.

- Eu tenho que confessar uma coisa. Eu nunca gostei dessa coisa de sexo sem sentimento. Mas quando eu vi, eu tava na cama com um cara que eu só vi umas três vezes. Não posso dizer que foi ruim. Mas não foi bom. – disse Camilla, a quem eu denominaria a pessoa mais virgem daquele grupo.

- Sou totalmente apto ao sexo sem compromisso. O problema é que você devia pelo o menos saber com quem você transa. Quem sai trepando por aí, provavelmente vai levar a fama. – disse Fernando.

O garçom chega e serve os drinks. Eu era a única pessoa tomando um suco de laranja ali.

- Eu ainda acredito que há amor nessa cidade. – ponderou Pedro.

- Não me diga que você também acredita em amor á primeira vista? – disse Jéssica. Às vezes eu penso que ela gosta de sempre ir contra á tudo que Pedro fala.

O assunto para por três segundos. Até que:

- Jéssica, você acredita em sexo á primeira vista? – disse Fernando.

- Eu não só acredito como também pratico! – afirmou Jéssica.

Jéssica é uma mulher sexualmente moderna. Pelo o menos é assim que ela se denomina.

Sorvetes & Traição

Postado em Historias em Junho 18, 2008 por Lucas

Você está numa soverteria. Você pede sempre o mesmo sabor: baunilha com calda de caramelo. Você nem se importa mais se a baunilha continua a mesma de sempre, ou se o caramelo esta diferente. Você só sempre come a mesma coisa. Até então o dia que você encontra o sorvete de chocolate. Realmente parece apetitoso. Você dá “uma experimentada”, e acha bom. Mas ai você quer mais e mais, até chegar uma hora que você não pode comer os dois sabores, porque assim seu dinheiro vai embora. Você tem que escolher: ou o sorvete de baunilha de sempre, ou o novo sabor do chocolate. Aí, você abandona o sabor antigo, e parte pro novo.

E foi assim que surgiu a traição.

Voltando á vida real, onde sabores são pessoas e experimenta-las significa literalmente experimenta-las, traição é uma coisa terrível. As pessoas que foram “substituídas” se sentem mal, e quem traiu pode até se sentir culpado.

Algo do tipo aconteceu no ultimo fim de semana. Meu casal favorito de lésbicas me convidou pra uma festa na casa de uma delas. Uma festa de aniversario. A festa foi ótima, muita diversão, comida, blá blá blá. Mas assim que a namorada da aniversariante saiu da festa, a “Outra” começou á atacar. Então eu, inocentemente e após beber muito “suco de uva”, entro no banheiro, cuja porta estava aberta, e dou um flagra.

Elas não viram que eu tinha aberto a porta, então eu apenas fechei e saí. Decidi guardar aquilo pra mim mesmo. Mas a questão é que depois delas saírem do banheiro, elas ficaram se beijando escondido por aí. Só que não existe lugar escondido em festas, então varias pessoas viram. Era algo inevitável.

Depois da farra, a Sra.Flagra (vamos chamar a aniversariante assim) se sentiu culpada. Alias, é impressionante como a culpa só veio depois do rala-e-rola. Ela contou pra sua namorada, antes que ela soubesse pelos outros. Namorada não, ex-namorada.

Traição é algo ruim para ambos os lados. O casal fica em crise e provavelmente, a amante vai querer ser a n°1 da historia. Se você esta sentindo vontade de trair, é porque existe algo errado. Algo que você tem que descobrir, e aí vai uma dica: procure pelo tal problema na cama. É lá que a maioria dos casais o deixa.

Caso vá experimentar sovertes alheios, converse com sorvete que você costuma comer. A sorveteria agradece.

Amor à vista ou no cartão?

Postado em Historias em Junho 17, 2008 por Lucas



Sara, 31 anos, acorda numa manhã esplendidamente maravilhosa. Ela olha pro outro lado da cama e sente a falta do seu novo namorado, o Sr.Homem-de-Negocios, que havia deixado à suíte de um dos hotéis mais badalados da cidade. Era a primeira vez que ela transava com ele e ao perceber que ela dormiu com um homem e acordou com um envelope, os olhos radiantes mudaram totalmente de expressão. Ela o abriu. Dentro desse tal envelope, havia uma mensagem e um cheque de valor altíssimo. Ela estava em choque.

“Queria Sara, tive que acordar cedo para o trabalho. Tivemos uma noite incrível. Fique hospedada no hotel, e peça qualquer coisa que quiser. Deixei um presentinho pra você gastar como bem entender. Beijos do seu amado”. A primeira coisa que ela fez, foi chamar a emergência: os seus amigos. Chegamos ao tal do hotel, subimos á o ultimo andar, entramos na luxuosa suíte. Ela estava comendo um café da minha dos Deuses.

Segundo ela, no inicio, ela se sentiu mal. Pensou que tinha virado uma prostituta, ou algo do tipo. Mas então, ela começou a pensar que se ele podia dar para ela o amor, se ele podia dar o sexo, porque não o dinheiro?

Seria o Sr.Homem-de-Negocios, uma nova classe dos solteiros ricos, que bancava suas namoradas com jóias, dinheiros e roupas? Seria então um novo tipo de relacionamento em que amor e sexo se misturavam com dinheiro ou era apenas um novo jeito de legalizar a prostituição?

Então, decidi conhecer alguns casais que se baseiam disso. Apesar de eu ter certeza boa parte das pessoas que eu conheci não namoram outras pessoas, mas sim o cartão de credito delas, eu encontrei um casal que realmente se amava. Ele era um dos empresários mais ricos da cidade. Ela tinha uma pequena loja de chocolates num bairro desconhecido. Eles pareciam felizes, até quando o assunto chegou à palavra “dinheiro”. Ela ficou um pouco sem graça, mas ele respondeu: “Eu quero ver minha mulher feliz, por isso eu insisto que ela use meu dinheiro. Mas raramente ela usa. Ela diz que ela não quer nem ver o meu dinheiro”.

Só então, pude perceber. Apesar da maioria dos solteiros ricos da cidade namorar pessoas de 20 e poucos anos, que estão interessadas apenas no dinheiro, ainda existem aqueles que evitam á todo custo envolver o relacionamento com o amor.

Entre amor e sexo, é melhor não tenha cartão de credito.

Melhor sozinho, do que á 3.

Postado em Historias em Junho 16, 2008 por Lucas

Sexo e golfe podem ser muito parecidos quando o assunto é o sexo á três: os jogadores mandam suas “bolas” dentro de vários “buracos”, e outros usam vários “tacos” pra jogar diferentes “bolas” no mesmo “buraco”. Eu diria que o golfe é cheio de metáforas quentes.

Se a fantasia de uns é ter todo o chocolate do mundo, a de outros é ver a parceira(o) com outra(o) na cama. Mas enquanto fantasia continua sendo apenas uma fantasia, tudo bem. Porém, na vida real funciona do jeito que queremos?

Perguntei vários amigos e amigas sobre isso. Uns disseram que adorariam, mas não teriam coragem. Outros disseram que impossível, porque iriam sentir ciúme. Apesar das respostas negativas, Catarina, uma boa amiga, me disse que já experimentou ir para cama com dois. O mais impressionante que esses dois eram os (ex) namorados e os (ex) amigos. Depois do “ménage à trois”, ela se culpada por ter o feito e, parece que ela nunca mais os viu.

Será que essa fantasia significa o fim de um relacionamento? Será que a vontade nasce de um relacionamento infeliz? De quem é a culpa: da pessoa que tem a vontade, ou do alguém que tinha um relacionamento com essa mesma pessoa?

Luisa recebeu uma proposta por esses dias. Uma proposta indecente. Na realidade, o (ex) namorado dela á chamou para uma festa no apartamento que ele morava. E sim, era só uma festa ao inicio. Porém a intenção dele era mais que chamar a sua querida (ex) namorada para uma simples festa em seu lar. Ele tinha combinado com uma amiga para ter sexo com ele e sua (ex) namorada. A questão é que depois de cinco drinks, ela percebeu o que estava acontecendo: ela estava num lugar particular chamado quarto. Além disso, havia uma mulher passando a mão na sua perna enquanto seu (ex) namorado olhava e sorria. Ela não pensou duas vezes e fugiu.

Ménage à trois? Não, muito obrigado.

Oi, eu odeio o Dia dos Namorados.

Postado em Historias em Junho 11, 2008 por Lucas

Das datas que passamos, uma das mais desesperadoras é a do Dia dos Namorados. Hoje é esse dia. É impressionante como as pessoas ficam “apreensivas”, estejam elas namorando ou solteiras. O que mais é impressionante é a quantidade de casais que aparecem perto dessa data. Para os solteiros, o mundo esta conspirando contra eles.

Hoje, ao fazer minha caminhada diária, eu encontro o casal que eu menos gosto. Letícia e Sr.Virgem. Sim, eu chamo-o de Sr.Virgem porque ele é virgem e eu sempre crio “apelidos” pras pessoas da cidade que se envolvem em um relacionamento com alguém que eu conheça. Eu nunca vi pessoa tão melosa, parecia que á cada 5 segundos ele falava “Eu te amo minha Letícia”. Alias, ênfase no “minha”. Parecia que eles só estavam lá pra jogar na minha cara: “Nós vamos passar o dia dos namorados juntinhos, e você vai passar na sua casa, sozinho, sem ninguém”. Eu inventei uma desculpa pra fugir deles. Não agüentava mais aquele papo romântico e chato.

Ainda hoje, tive que aturar a quantidade de casais com buquês de flores e chocolates na rua. Sem contar que quando encontrei uma outra amiga pra passar um tempo comigo, o assunto dela era a noitada de ontem, o quanto o sexo tinha sido “magnífico”, e que estava ansiosa pra noite de hoje. Eu tive que fingir cara de feliz de novo.

Como dizem que uma boa caminhada de uma hora é tão relaxante quanto o sexo, eu fui dar uma pequena caminhada hoje. Parecia que todas as pessoas decidiram caminhar em par. Todas, menos eu.

Será o Dia dos Namorados, o dia em que os casais viram inimigos dos solteiros? Será essa a data em que os solteiros mais se sentem sozinhos, e os namorados mais se grudam? Será que essa data é só mais uma desculpa pra eu afundar a minha solidão num pacote extragrande de Doritos?

Afinal, pelo o menos até amanha, eu odeio o Dia dos Namorados.